sábado, 21 de abril de 2018

Por si Mister Slim no lo comprende en español o inglés, se lo reiteramos ahora en portugués: A terra é nossa



Senhor Carlos Slim:

Ao dar uma conferência de imprensa a respeito do novo aeroporto, o senhor nos obriga a responder-lhe. 

O senhor tem invadido nossas terras, nossa história e nossas vidas, mas nós não nos intrometemos na sua.

O senhor diz que o aeroporto vai criar novos postos de trabalho. Fala de milhares de empregos. Porém, nós dizemos que não é o capital que cria o trabalho, mas é o trabalho que cria o capital. Legiões de trabalhadores asalariados a seu serviço, o tem alçado ao terceiro lugar na lista dos homens mais ricos do planeta. O senhor é a prova viva de que o trabalhador cria a riqueza, e não a riqueza o trabalhador. O senhor pretende unicamente tornar-se mais rico com o aeroporto, portanto, não nos venha com a narrativa que só quer gerar empregos.

O senhor diz que faz cinco anos que o acordo foi feito para a construção do aeroporto, e que inclusive teve início no governo de Vicente Fox. Mas para nós, a sua ignorância é falsa. E se caso tiver dúvida, nós lhe informamos que a dezessete anos colocamos abaixo esse decreto expropriatório de nossas terras, e desde então não temos deixado de lutar para nos defender de pessoas ambiciosa e sem escrúpulos como o senhor, que por todos os meios possíveis nos querem tomar as terras.

O senhor diz que cancelar o aeroporto impedirá o desenvolvimento de todos. Em nosso Mexico mais do 60% da população é pobre, e dificilmente tem algo para comer. O senhor pensa que eles são passageiros frequentes de avião? Eles, na maioria das vezes não tem nem um passe para o metrô! Outros 30% pertencem a uma clase média baixa em acelerado processo de continuar perdendo o que haviam conseguido com o trabalho. O senhor crer que  essas pessoas importam seus alimentos e roupas por transporte aéreo? Milhões de mexicanos jamais colocaram os pés em um aeroporto, e muito provavelmente nunca o farão. Mas o senhor ignora esses dados,  e diz que proporcionará “bem estar para 5 milhões de habitantes”, e que será “um paradigma propulsor de um desenvolvimento fantástico”, que “é somente comparável ao canal do Panamá”.

Carlos Salinas disse que o Tratado de Livre Comércio entre Estados Unidos, Canadá e México (TLC) nos levaria ao primero mundo, mas o único que chegou ao primero mundo foi o senhor. Não nos venha novamente com a mesma mentira. Nos jogos mundiais dos milionários o senhor quer regressar ao primeiro lugar, e para isso quer construir o aeroporto. Um aeroporto que não será do e para o povo, mas sim para o senhor e seus sócios. 

O senhor diz que “se há corrupção no aeroporto se deve punir” Não senhor Slim, existe mais do que corrupção, e sem nenhuma punição. No que o senhor chama “de aeroporto”, mataram Alex Benhumea e Javier Cortés, espancaram e estupraram sexualmente várias de nossas companheiras. Agora responda, por que ainda não prenderam nenhum dos assassinos e estupradores?

Enrique Peña Nieto em sua campanha para a presidência confessou que ele orquestrou a operação que resultou no estupro e assassinato dessas mulheres. E o senhor, sem ética e vergonha, se favorece e se beneficia dessas ações repressivas, e investe o seu dinheiro para que, em nossas terras ensanguentadas pelo governo, se construa um aeroporto, seu aeroporto. 

O senhor fala que investiu milhões de pesos. Caramba senhor Slim! Mas nós entramos com os mortos, os estupros, as torturas, os presos e os perseguidos. Assim, temos investido sangue, lágrimas e vidas.
Com todo dinheiro que o senhor tem, pode pagar pelo dano que tem provocado a nós? 
Pode com seu dinheiro conseguir a reparação de uma vida ceifada? Pode cotizar em sua conta bancária o custo de reparação de uma mulher violentada ou um filho assassinado?

Quem tem investido mais, o senhor ou nós?

Não senhor Slim! Há investimentos e investimentos. E justamente por isso, estamos absolutamente seguros de uma coisa:

NOSSOS INVESTIMENTOS NÃO SERÃO EM VÃO.

Porque enquanto o senhor, em seu círculo de imprensa, mostra o seu talão de cheque; nós, desde nossas terras, estamos levantando os facões da dignidade. 

O senhor crer que é invencível, mas isso está à prova.

O senhor é um milionário, um dos mais ricos do mundo. Nós somos só camponeses, donas de casa, trabalhadores, artesãos, porém, por nossas veias ainda corre o sangue de ZAPATA, e que ao chegar ao nosso coração e em cada batida repete seu grito de batalha: TERRA E LIBERDADE.

Assim é senhor Slim. Trata-se de outro capítulo na luta do dinheiro contra a dignidade. E a história nos ensina que ao final dos tempos, que a dignidade é a única invencível.

Atenciosamente,

Frente dos Povos de Defesa da Terra- Atenco, Estado do México, México.

E todos os povoa vizinhos do campo e da cidade que hoje lutam e se levantam contra o aeroporto da morte.

viernes, 20 de abril de 2018

Carta abierta a Alejandra Barrales.



Señora Barrales: ¿Usted también? 

Tal y como el señor Slim lo hace, ahora usted se mete con nuestra tierra, nuestra historia y nuestras vidas. 

¿Por qué? ¿Qué mal le hemos hecho? 

El 18 de abril, al participar en el debate para gobernar la Ciudad de México, la escuchamos decir que está a favor de la construcción del Nuevo Aeropuerto. Lo que significa que está a favor de que nos despojen nuestras tierras y de que nuestros pueblos entren en un irreversible proceso de extinción. Lo mismo nos desea el señor Carlos Slim. Pero entre él y usted hay una enorme diferencia. Verá usted. 

El señor Slim es congruente con su clase. Representa al poder del dinero, al gran capital nacional y extranjero. En consecuencia con ello, sale en defensa de la construcción del Nuevo Aeropuerto; o sea, en defensa de sus negocios. Slim es un enemigo sincero. Su comportamiento de clase, estrictamente en ese sentido, es congruente.

En cambio usted señora Barrales, está lejos, muy lejos de eso. Mire usted las ironías de la vida.

Cuando Fox, en el año 2000, nos quiso arrebatar las tierras con su decreto, usted ya trabajaba justamente en el actual aeropuerto. Era sobrecargo de aviación, un puesto que antes simplemente era conocido como aeromoza. O sea, usted era una trabajadora del aire, y nosotros del campo.
Y cuando Mexicana de Aviación, la empresa para la que trabajaba, se declaró en quiebra, despidiendo a 5000 almas, usted era la Secretaria General de Sobrecargos de Aviación. Y luchó, y protestó y se manifestó contra el capital y a favor del trabajo. O sea, antes fue congruente con la clase social de la que emanó. Pero ahora, ¿Qué le pasó? 

Incluso, su conducta original de clase, la llevó a ser invitada e incluida en esfuerzos de coordinación sindical a nivel nacional, como la Federación de Empresas de Bienes y Servicios (FESEBES) y la Unión Nacional de Trabajadores (UNT). Ahí ocupó cargos. Ahí representó a más que las Sobrecargos. Pero ahora, ¿Qué le pasó? 

Con sus declaraciones a favor de Slim, favor de los gobiernos derechistas y represores, todo parece indicar que usted retomó el vuelo, pero hacia otra clase, la clase que antes combatió. ¿Por qué señora Barrales? ¿Qué la hizo cambiar? ¿Su departamento en Miami? ¿Su casa en Las Lomas de Chapultepec? ¿Su ambición por seguir ganando carrera en el gran negocio que hay detrás de la impunidad?

Slim es congruente; pero usted, no.
Slim es sincero con su clase; pero usted es una desclasada social. El dinero le corrompió el alma.
Usted es una decepción para la clase obrera del aire y de la tierra.

Y hablando de la tierra, nos despedimos de usted como lo hicimos de Slim:

Esas tierras nos pertenecen. Por varias generaciones han sido labradas y defendidas con ríos de sudor, lágrimas y sangre. Son nuestra vida, y la vida señora Barrales, nosotros, a diferencia de usted, no es moneda de cambio con los que nos imponen muerte.

Quédese usted al lado de Slim y las chequeras de los despojadores de México. Nosotros, por nuestra parte, no daremos un paso atrás en defensa de la tierra, por el contrario, llamamos a todas y todos a resistir, a luchar ahora y después del 1 de julio.

¡Porque amamos la vida podemos pelear hasta la muerte! 

¡ZAPATA VIVE, LA LUCHA SIGUE!

Atentamente:

Frente de Pueblos en Defensa de la Tierra, Atenco.

miércoles, 18 de abril de 2018

Open Letter to Carlos Slim


Translation of original statement, which can be accessed at: https://atencofpdt.blogspot.mx/2018/04/carta-abierta-al-senor-carlos-slim.html


Open Letter to Carlos Slim

Mr. Carlos Slim:

In giving a press conference regarding the new airport, you have forced us to respond to you.

You have interfered in our lands, in our history, and in our lives and we have not done the same in yours.

You say that the new airport is about creating work. You speak of thousands of jobs. We say that it is not capital that creates work, but work that creates capital. Legions of manual laborers and office workers at your service have carried you to the third place on the list of the richest men on the planet. You yourself are the living proof that the worker is the one who creates wealth, and not the wealth the worker. The only thing you want is to make yourself richer with the airport, don’t come to us with stories that you just want to create employment.

You say that five years ago the decision was taken to build the airport, that in fact this started since [President Vicente] Fox. To us, it seems that you are feigning ignorance. But if you doubt it, we inform you that seventeen years ago, we defeated that expropriation decree of our lands and since then we have not stopped fighting to defend them from greedy people without scruples like you, who want to take them from us by any means possible.

You say that canceling the airport will stop development for everyone. In our Mexico, more than 60% [of the population] are poor, and barely have enough to eat. Do you think that those people are frequent air travelers? Sometimes they don’t even have enough for a Metro ticket! Another 30% of the population constitute the middle class, who are in a clear process of losing what they have obtained with their work and adjustments to neoliberalism. Do you believe that they import their food and clothes via air transportation? Millions of Mexicans have never set foot in an airport, and probably never will. But you make a joke out of this situation, claiming that there will be “well-being for five million inhabitants,” that it will be “a paradigm [that] detonates fantastic development,” and that it “is only comparable with the Panama Canal.

Salinas told us that NAFTA would carry us to the First World, and the only thing that arrived to the First World was you. Don’t come to us now with the same silly song. In the global tournament of the moneybags, you want to return to the first place and because of that you want your airport. An airport that will not be from and for the people, but for you and your ilk.

You say that “if there is corruption in the airport it must be punished.” No, Mr. Slim, there has been more than corruption and without punishment. In what you call “that of the airport,” there Alexis Benhumea and Javier Cortés were killed and various female comrades of ours were raped and beaten. And now tell us why there is not a single murderer or rapist in prison?

Peña Nieto in his campaign for president confessed that he orchestrated the operation [in Atenco that led to these deaths, beatings, and rapes]. And you, without apprehension or embarrassment, favor and benefit these repressive actions and invest your money such that, in our lands stained with blood by the government, a new airport will be built – your airport.

And this way, you say that you have put in millions of pesos in investments. Damn it, Mr. Slim! We have put in our dead, our rape and torture, our prisoners, and our persecuted. We have invested blood, tears, and lives.

With all your money can you pay for the damage that has been done to us?
Can your money repair a life cut short? Can you count the cost of repairing a woman who has been violated, or a son who has been taken?

Who has invested more, you or us?

No, Mr. Slim. There are investments and investments. And precisely because of that, we are sure of one thing:
OUR INVESTMENT WILL NOT BE IN VAIN.
Because while you, in your press conference, show yourself shaking and waving around your checkbook; we from our lands, are waving the machete of dignity.

You believe yourself to be invincible and that is to be tested.

You are a millionaire, one of the richest on the planet. We are only peasants, housewives, workers, artisans, but in our veins the blood of ZAPATA still flows, which arriving in our heart with each beat repeats his battle cry: LAND AND LIBERTY.

That is how it is, Mr. Slim. This is about another chapter in the fight of money against dignity. And history teaches us that at the end of the day, the only thing that is invincible is dignity.

Sincerely,

The People’s Front in Defense of the Land – Atenco [Frente de Pueblos en Defensa de la Tierra – Atenco]

And all the neighboring people of the country and the city who today fight and rise up against the Airport of death.

Carta abierta al Señor Carlos Slim.



Señor Carlos Slim:

Al dar una rueda de prensa respecto al nuevo aeropuerto, usted nos obliga a replicarle.

Usted se ha metido en nuestras tierras, en nuestra historia y nuestras vidas y no nosotros en la suya. 

Usted dice que con el aeropuerto se trata de crear trabajo. Habla de miles de empleos. Nosotros decimos que no es el capital el que crea al trabajo, sino el trabajo el que crea al capital. Legiones de obreros y asalariados a su servicio, lo han encumbrado hasta el tercer lugar en la lista de los hombres más ricos del planeta. Es usted la prueba viva de que es el trabajador el que crea la riqueza y no la riqueza al trabajador. Usted lo único que quiere es hacerse más rico con el aeropuerto, no nos venga con cuentos de que sólo quiere generar empleos. 

Usted dice que hace cinco años se tomó el acuerdo de construir el aeropuerto, que incluso esto empezó desde Fox. Nos parece que su ignorancia es falsa. Pero por si las dudas, nosotros le informamos que desde hace 17 años echamos abajo ese decreto expropiatorio de nuestras tierras y desde entonces no hemos dejado de luchar por defenderla de gente como usted, ambiciosa y sin escrúpulos, que por todos los medios posibles nos la quieren arrebatar.

Usted dice que cancelar el aeropuerto frenará el desarrollo de todos. En nuestro México más del 60% son pobres, difícilmente tienen para comer. ¿Usted piensa que ellos son viajeros frecuentes de avión? ¡A veces no tienen ni para un boleto del metro! Otro 30% lo constituye una clase media en franco proceso de seguir perdiendo lo que con trabajo y enmiendas del neoliberalismo, habían conseguido . ¿Usted creé que importan sus alimentos y ropa por transporte aéreo? Millones de mexicanos jamás han puesto un pie en el aeropuerto, y muy probablemente nunca lo hagan. Pero usted se burla y afirma que habrá "bienestar para 5 millones de habitantes", que será "un paradigma detonador de desarrollo fantástico", que "es sólo comparable con el canal de Panamá".
Salinas dijo que el TLC nos llevaría al primer mundo, y el único que llegó al primer mundo fue usted. No nos venga ahora con la misma cantaleta. En el torneo mundial de los ricachones, usted quiere regresar al primer lugar y para eso quiere su aeropuerto. Un aeropuerto que no será del y para el pueblo, sino para usted y sus semejantes. 

Usted dice que "si hay corrupción en lo del aeropuerto se debe castigar" No señor Slim, ha habido más que corrupción y sin castigo. En lo que usted llama "lo del aeropuerto", ahí mataron a Alexis Benhumea y Javier Cortés y golpearon y violaron sexualmente a varias de nuestras compañeras. Ahora conteste ¿Y por qué no hay ni un asesino ni violador en prisión?
Peña Nieto en su campaña para la presidencia confesó que él orquestó ese operativo. Y usted, sin recato ni vergüenza, se favorece y beneficia de esas acciones represivas e invierte su dinero para que, en nuestras tierras ensangrentadas por el gobierno, se construya el aeropuerto, su aeropuerto. 

Y así, usted habla de que ya ha colocado inversiones por varios millones de  pesos. ¡Caray señor Slim! Nosotros hemos puesto los muertos, las violaciones y torturas, los presos, los perseguidos. Hemos invertido sangre, lágrimas y vidas.

¿Con todo su dinero puede usted pagar todo el daño que nos han hecho? 
¿Puede con su dinero lograr la reparación de una vida segada? ¿Puede cotizar en su Inbursa el costo de reparación a una mujer violada, o un hijo arrebatado?

¿Quién ha invertido más, usted o nosotros? 

No señor Slim. Hay de inversiones a inversiones. Y justamente por eso, de una cosa estamos absolutamente seguros:
NUESTRA INVERSIÓN NO SERÁ EN VANO. 
Porque mientras usted, en su rueda de prensa, se muestra agitando y blandiendo su chequera; nosotros, desde nuestras tierras, nos encontramos blandiendo el machete de la dignidad.

Usted se cree invencible y eso está a prueba. 

Usted es un millonario, uno de los más ricos del planeta. Nosotros solo campesinos, amas de casa, empleados, artesanos, pero por nuestras venas aun corre la sangre de ZAPATA, que al llegar a nuestro corazón en cada palpitar repite su grito de batalla:
TIERRA Y LIBERTAD. 

Así es señor Slim. Se trata de otra capítulo en la lucha del dinero contra la dignidad. Y la historia nos enseña que al final de los tiempos, lo único invencible es la dignidad. 

Atentamente:

Frente de Pueblos en Defensa de la Tierra - Atenco 

Y todos los pueblos vecinos del campo y la ciudad que  hoy luchan y se levantan contra el Aeropuerto de muerte.

viernes, 13 de abril de 2018

Acuerdos del Encuentro de Pueblos del Campo y la Ciudad por la Defensa de la Tierra y Contra el #AeropuertoDeMuerte

Encuentro de Pueblos del Campo y la Ciudad por la Defensa de la Tierra y Contra el Aeropuerto
San Salvador Atenco, 8 de abril 2018.

Pueblos de la región oriente del Estado de México y pueblos y organizaciones de Ciudad de México nos reunimos con la finalidad de reencontrarnos y exponer cada quien la situación que vivimos en nuestras comunidades, colonias y entornos donde habitamos, pues la imposición y reactivación de la construcción del Aeropuerto Internacional de la Ciudad de México que se formaliza en septiembre de 2014, ha acarreado de manera acelerada la devastación de nuestro entorno agraviando los recursos naturales con los que cuenta toda la región. Cerros, caminos, flora, fauna, zonas arqueológicas, agua, tierra y nuestra convivencia que tenemos haciendo de esto, la vida comunitaria, está siendo violentada a partir del empecinamiento de construir el NAICM, donde los tres niveles de gobierno, instituciones traidoras y autoridades locales como los comisariados ejidales de las respectivas comunidades han operado permisos ilegales y entreguismo a espaldas y contra los bienes comunes de los pueblos.
En este encuentro volvemos se reafirman distintas violaciones a nuestros derechos y leyes: como el derecho a la consulta e información previa, se viola el derecho a la salud y seguridad, se imponen asambleas ilegales, se violan amparos que están en proceso mientras las empresas, el Grupo Aeroportuario de la Ciudad de México y los acuerdos arteros de las autoridades, avanzan y permiten la destrucción de nuestras comunidades. En fin, los pueblos que nos encontramos en esta ocasión y muchos otros que también resisten, sufrimos una cadena de agravios que llevan el sello de la corrupción y la imposición ilegal.

Otro tema es el de la represión y amenaza permanente a las personas y pueblos que se oponen abiertamente al saqueo. Chantajes, manipulaciones, grupo de choque y amedrentamiento de los gobiernos e incluso, personeros de las empresas, es el común denominador en todos los casos.

Los pueblos de por lo menos 9 municipios circunvecinos en el oriente del Estado de México y organizaciones solidarias, vemos la necesidad de seguir construyendo alianzas y lazos que nos permitan resistir y organizarnos juntos, no sólo para defender los recursos naturales que nos arrebatan y amenazan, sino para resistir y condenar la construcción del NAICM, origen de todos los males que nos aquejan en por lo menos 17 años, pues no olvidamos que desde el gobierno de Vicente Fox Quesada, en 2001, ya se había impuesto la construcción del NAICM en tierras ejidales y comunales de Atenco y Texcoco, en ese entonces, y que hoy, prácticamente ese territorio y aún más extenso, alcanza a los pueblos de toda la región, por lo que asumimos que el problema no se reduce a un pueblo o a otro, o a que las afectaciones son menores para unos y otros. Por el contrario, la construcción del NAICM es una suerte de maldición para todas y todos los habitantes de la Cuenca del Valle de México, y es aquí donde nuestros vecinos de la Ciudad de México, tendremos que unirnos para integrar una fuerza capaz de revertir y cancelar de manera definitiva ésta obra que sepulta y condena la vida.

Existe la necesidad y la tarea de seguir profundizando en la consciencia colectiva para comprender la magnitud del problema que tenemos enfrente. Las consecuencias que hoy sufrimos en nuestros pueblos, se pueden seguir agudizando a corto y mediano plazo. Pero de no proponernos cancelar la obra de muerte, en cuestión de unos años no sólo quedaremos extintos geográficamente hablando, sino las crisis, y principalmente la crisis del agua, será un crimen irreversible que van a pagar nuestros hijos, sus hijos y los hijos de sus hijos.

Los pueblos tienen de su lado la razón, tienen la moral y legitimidad para levantar la voz. Es nuestro derecho organizarnos, es nuestro derecho unirnos para pelear y resistir una embestida que no será fácil, pero en un país como el nuestro, no tenemos opción más que de defendernos con nuestros medios y nuestras formas. Las instancias internacionales no están descartadas y mucho menos la movilización y participación activa.
Nos quedamos con muchas tareas, propuestas e ideas para construir la fuerza colectiva y popular que eche abajo el aeropuerto y negocio millonario. Nos quedamos con el ánimo y la moral de que estamos haciendo lo correcto y lo que nos corresponde: luchar, resistir, construir, no vendernos, no derrotarnos.
Mientras tanto, la tarea inmediata que tenemos es volver a encontrarnos en la comunidad de Ixtlahuaca, del municipio de San Martín de las Pirámides el domingo 15 de abril, a las 12 horas para seguir dialogando y afinando tareas que apunten contra el mega negocio de muerte y la unidad de los más posibles.
Acuerdos por afinar:
- Marcha de Teotihuacán a la autopista de Texcoco,
- Campaña de contra-información en los pueblos de toda la región donde se anuncie que somos más de un pueblo en resistencia y luchando, que es necesario que el NAICM se cancele de manera definitiva por todas las consecuencias catastróficas que agravian a los pueblos de toda la Cuenca del Valle de México y su existencia.

Frente de Pueblos en Defensa de la Tierra-Atenco



miércoles, 11 de abril de 2018

Mensaje de Atenco en solidaridad con la lucha de la ZAD Francia

“si la tierra es sagrada, sagrados son los que la defienden”
Eduardo Galeano.
Hermanos queridos de lucha y principios :
Desde nuestro pedacito de Patria en México, Atenco, les abrazamos.
Hace unas semanas nuestra compañera Trini pudo visitar sus trincheras y volvió con regocijo por la victoria que ustedes sembraron contra el Aeropuerto en los bosques de Nantes, Francia. Nos compartió la hazaña que construyeron para echar abajo tal obra, es decir, nos convidamos de su moral porque defender la tierra, defender la vida es un acto sagrado que en estos tiempos donde el capitalismo más bárbaro que sólo nos deja la opción de someternos o exterminarnos, los seres humanos que crecimos y aprendimos que la dignidad es nuestro segundo nombre, sentimos y asumimos la obligación de no rendirnos, de luchar y construir, y vivir y morir dando la cara al sol.
En México nuestra lucha como la de tantos hermanos que también luchan en defensa de la tierra, los bosques, el agua y todo el paraíso y riqueza natural que nos toca cuidar sobre este planeta, no es menos compleja, pero tenemos muy claro que estamos en el camino correcto, así como ustedes hoy, que de inmediato a la victoria que han conseguido, viene otro desafío.
Sabemos de antemano que ninguna victoria se decreta. No. La victoria de lo justo frente a lo injusto es una construcción de lecciones y dignidades capaces de reconstituirse a cada golpe, a cada adversidad.
A nuestros hermanos migrantes les debemos tanto y todos. Quizás en todos los tiempos de la humanidad, son una de las familias más ejemplares por la valentía de irse amando y seguir amando aún a otras patrias y suelos donde siguen sembrando futuro.
A todos los que resisten y defienden ese pedazo de patria, en Nantes, a todos los que nos abren su corazón y nos convidan de su fortaleza, les decimos que NO ESTÁN SOLOS, NO ESTÁN SOLAS.
En Atenco, en cada acto de lucha que demos, los nombraremos, los tendremos presentes, los evocaremos, porque sólo el amor que ustedes defienden es nuestro también, y es ahí donde no importan ni las distancias ni los idiomas. El amor por la vida es nuestro lazo umbilical que nos recuerda que pertenecemos a la tierra y que no claudicaremos contra los verdugos capitalistas.

TODA NUESTRA SOLIDARIDAD Y RESPALDO PARA USTEDES DESDE MÉXICO.
¡ZAPATA VIVE, LA LUCHA SIGUE !
Frente de Pueblos en Defensa de la Tierra, Atenco.


http://cspcl.ouvaton.org/spip.php?article1365

viernes, 6 de abril de 2018

Súmate al Encuentro de Pueblos del Campo y la Ciudad en Defensa de la Tierra y en Contra del #AeropuertoDeMuerte. 8 de abril en San Salvador Atenco



Los pueblos de la orilla del agua de Atenco y Texcoco, extendemos hasta ustedes nuestros saludos y reconocimiento como pueblos hermanos que somos en toda la región.

En las dos últimas décadas, por lo menos, nuestros pueblos han ido enfrentando de manera gradual saqueo, destrucción, entreguismo y mercantilización de nuestros recursos naturales: el agua, los manantiales, los ríos, la flora y fauna, los rompevientos naturales como son los cerros, la tierra, que en toda la región defiende y conserva la tenencia ejidal y comunal de una herencia que lucharon y recuperaron nuestros abuelos.

Hoy ya es imposible cerrar los ojos frente a todos los agravios que nos han cometido los tres niveles de gobierno (municipal, estatal y federal), y en la mayoría de los casos, también las autoridades ejidales, quienes en contubernio, han permitido el saqueo en nuestros pueblos para la construcción del Aeropuerto Internacional de la Ciudad de México. Han corrompido y manipulado voluntades, han dividido sembrando miedo, mentiras y chantajes, todo para facilitar un ambiente de discordia, rumores y desmovilización, impidiendo la unidad y organización que históricamente nuestros pueblos ejercen para defender el bien común y para resolver los problemas que les aquejan.

Es innegable que tenemos un panorama a nivel nacional desolador, pero estamos convencidos que si no luchamos hoy, mañana serán más profundas las crisis que hoy enfrentamos. Por ello, les reiteramos nuestro reconocimiento por la resistencia y defensa de su patrimonio y el de sus hijos, y al mismo tiempo les hacemos el llamado a unir esfuerzos. Los invitamos a encontrarnos y escucharnos, y definir entre los más posibles acciones que le hagan saber a los gobiernos, usureros y empresarios que no vamos a permitir más ecocidio, impunidad o saqueo, pues al final, las problemáticas que padecemos en toda la región, tienen su origen en esa gran obra de corrupción llamada Aeropuerto.

CONVOCAMOS A LOS PUEBLOS DEL CAMPO Y LA CIUDAD AL ENCUENTRO POR LA DEFENSA DE LA TIERRA Y EN CONTRA DEL AEROPUERTO: que se llevará a cabo el domingo 8 de abril, a partir de las 9 hrs. hasta las 18 hrs. en la plaza de San salvador, municipio de Atenco, Estado de México (anexamos el programa respectivo).

Su asistencia es insustituible, por lo que esperamos tener el honor de volver a mirarnos como vecinos que somos y porque estamos claros que la defensa de la tierra y el agua, de los cerros y su ecosistema que nos brindan, es la defensa de todos y para todos.

PROGRAMA GENERAL
9:00 a 10:00 HORAS: RESGISTRO DE LAS ORGANIZACIONES, PUEBLOS, COLECTIVOS Y PERSONAS EN LO INDIVIDUAL.
10:00-10:20  Palabras de bienvenida por parte del FPDT
10:30- Reafirmar la dinámica de participación de los pueblos, organizaciones y colectivos presentes:
Dado que los protagonistas de dicho Encuentro son principalmente los pueblos o habitantes de las zonas afectadas por la construcción del NAICM, será a estos a quienes les daremos la palabra con un tiempo de entre 5 minutos mínimo y 10 minutos máximo. Recomendamos llevar por escrito su participación para favorecer y aprovechar de mejor manera el tiempo indicado, considerando que habrá más participaciones, y si no fuera el caso, en ese momento haremos las modificaciones pertinentes para que el Encuentro sea provechoso en las reflexiones, denuncias y acuerdos entre todas y todos.
Otros a los que esperamos escuchar es a los compañeros investigadores especialistas en la problemática; el tiempo  de participación será el mismo que para los pueblos, por lo que a éstos les pediríamos elaboren por escrito su exposición y nos aporten sus datos para mantenernos en contacto.
10:50- Breve introducción de la problemática que padecemos a partir de la imposición del NAICM y sus afectaciones en toda la región del valle de México.
11:00- 12:00 – INICIA LA PRIMER RONDA DE PARTICIPACIONES Y EXPOSICIONES DE LOS PUEBLOS AFECTADOS POR EL NAICM.
12: 00-12:15 – Se hace un primer resumen de la problemática y de las propuestas que van saliendo.
12:20 -13:30 – INICIA LA SEGUNDA RONDA DE PARTICIPACIONES Y EXPOSICIONES DE LOS PUEBLOS AFECTADOS POR EL NAICM
13:30 – 13:40 – se hace un segundo resumen de la problemática y de las propuestas que van saliendo.
13: 50- 14:50 – INICIA LA TERCER Y ULTIMA RONDA DE PARTICIPACIONES Y EXPOSICIONES DE LOS PUEBLOS AFECTADOS POR EL NAICM.
15:00-16:15 horas: RECESO PARA COMIDA
16:30: LECTURA Y SINTESIS DE PARTICIPACIONES, LECTURA DE ACUERDOS Y/O PRONUNCIAMIENTOS.
17:00: CLAUSURA DEL ENCUENTRO. 
Nota: el programa está sujeto a cambios si se valora que las circunstancias de ese momento, lo requieren.
Consulta: Correo electrónico: atencoblog@gmail.com
             


¡ZAPATA VIVE, LA LUCHA SIGUE!

¡Tierra y Agua SÍ, Aeropuerto No!

Frente de Pueblos en Defensa de la Tierra-Atenco